“Oh não, lá vem ele falar outra vez sobre o festival da juventude…”. É isso que está a pensar, caro leitor, certo? Deixe-me, então, dizer-lhe que a resposta é sim e que vou continuar a fazê-lo.
Para aqueles que poderão estar um pouco mais desligados da realidade da nossa cidade, nos passados dias 16, 17 e 18 de maio, realizou-se, no Coliseu Comendador Rondão Almeida, o Festival da Juventude e Académico de Elvas 2024 (nome esse que já nem se encrava na língua). E, para quem também não sabe, o Município de Elvas abriu um casting para escolher aqueles que viriam a ser os próximos apresentadores
desta edição.
Eis que a 10 de maio de 2024 são anunciados os selecionados, sendo eles Beatriz Dores, Francisco Bairua, Gabriela Piçarra e eu, aos quais foi atribuído o cargo de apresentador/a e, aditivamente, Bárbara Miguel e Rodrigo Fontes, que viriam a ser os novos repórteres digitais. Logo aqui, há que parabenizar a Câmara Municipal de Elvas pela iniciativa, pois, sendo um festival construído a pensar nos jovens, é de extrema importância que estes tenham o devido protagonismo e que possam levar as suas capacidades e talento a outro nível.
Ainda dentro dos reconhecimentos, há que louvar o trabalho do departamento de Cultura e Eventos da Câmara Municipal de Elvas, pelo brilhantismo com que organizou este evento e pela dedicação com que o foi gerindo. Não podemos só falar das caras deste evento, já que não é possível esquecer técnicos de som, de iluminação, de cenário, de efeitos especiais. O espetáculo não seria feito também sem aqueles que estiveram nos bares, no bengaleiro, sem as forças de segurança, os bombeiros e, acima de tudo, sem o público. É nestas ocasiões que se consegue ver que ainda é possível que os munícipes se reuniam, sem qualquer diferença a separá-los, e celebrar aquilo que a cidade e o país têm de melhor.
E apesar de imensas críticas, tendo já eu tecido algumas no passado (não sou diferente de ninguém), só “quem vive no convento, é que sabe o que vai lá dentro”, pois não conseguem, de forma alguma, imaginar tudo aquilo que se passa e vive nestes dias.
Ainda que seja uma cidade pequena e com poucos recursos, como muitas das autarquias do país, temos a sorte de ter profissionais que trabalham com zelo e afinco para trazer o melhor à nossa cidade.

Finalmente, em tom de desabafo, despeço-me dizendo que estes 3 dias foram dos mais felizes que alguma vez vivi. Não só celebrei o fim da licenciatura, como também realizei um sonho e trabalhei com pessoas muito talentosas e especiais; não sei se mais oportunidades como esta virão, mas a verdade é que, para alguém que quer trabalhar em entretenimento, não poderia sentir-me mais realizado.
A todos, o meu grande obrigado e muitos parabéns pelo excelente trabalho desempenhado. Seguramente, a edição de 2025 será igual ou melhor que esta, ainda que acredite que seja muito difícil superá-la.

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