O executivo da Câmara de Elvas aprovou, por unanimidade, uma proposta em que exige ao Governo a desagregação da União de Freguesias de Terrugem e Vila Boim, divulgou hoje o município.
Em comunicado, a Câmara de Elvas explicou que a proposta para que Terrugem e Vila Boim possam voltar a ser freguesias separadas foi aprovada na mais recente reunião camarária, realizada esta quarta-feira.
Segundo o município, o documento refere que “estão cumpridas todas as imposições colocadas às freguesias para a sua desagregação”, as quais foram “entregues em dezembro de 2022”, mas, “até ao momento, o processo encontra-se em análise”.
A proposta, que foi enviada à Presidência da República, ao presidente da Assembleia da República, assim como a todos os grupos parlamentares, argumenta ainda que a população, desde o início deste processo, “sempre esteve contra esta agregação”, assim como os eleitos locais.
“Não se entende, por parte de quem tem poder de decisão, a demora neste procedimento”, criticou o executivo camarário.

Ainda para mais, “tendo em atenção que 2025 é ano de eleições, o que ainda irá levar a mais demoras neste processo”, a autarquia vincou não compreender “que não exista uma decisão célere” sobre este assunto.
Em dezembro de 2022, o executivo da Câmara de Elvas deu parecer favorável, por unanimidade, à desagregação da União de Freguesias de Terrugem e Vila Boim, revelou na altura à Lusa o presidente do município, José Rondão Almeida.
“Todas as forças políticas estavam a remar para o mesmo lado, uma vez que não fazia sentido, neste momento, a Terrugem e Vila Boim estarem juntas”, frisou.,
Trata-se de “aldeias que têm a sua identidade própria, a sua cultura instalada, uma delas até já teve o estatuto de sede de concelho, que é o caso de Vila Boim”, realçou o autarca, eleito pelo Movimento Cívico Por Elvas (MCPE), salientando que o parecer tinha também os votos favoráveis dos eleitos do PS e do PSD/CDS-PP.
O autarca explicou então que o documento que propôs aquela desagregação foi preparado pelos eleitos da própria união de freguesias, cujo executivo é composto por dois eleitos do MCPE e um do PS.

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