O Presidente chinês, Xi Jinping, realizou uma visita de Estado ao Tajiquistão entre os dias 4 e 6 de julho. Durante a visita, foi anunciado o “estabelecimento de uma parceria de cooperação estratégica integral da nova era”

Fazendo uma retrospectiva do relacionamento entre os dois países, a expressão “amizade fraterna” bem pode caracterizar essa relação. A antiga Rota da Seda testemunhou a amizade entre a China e o Tajiquistão durante mais de 2 mil anos; nos 32 anos que decorreram desde o estabelecimento de relações diplomáticas, as duas partes já partilharam muitos episódios de benefício recíproco.

Xi Jinping e o seu homólogo tajique, o Presidente Emomali Rahmon, já tiveram mais de uma dezena de encontros. Os dois líderes mantêm uma amizade pessoal profunda, o que que tem contribuído para o desenvolvimento das relações entre os seus países.

Ambos definiram agora novas metas para estreitar ainda mais essa ligação.

Na declaração conjunta divulgada, o Tajiquistão reiterou o seu apoio ao princípio de “Uma Só China”, e a China assinalou que apoiará, como sempre, a independência, a soberania e a integridade territorial do Tajiquistão.

Os dois líderes sublinharam que “a cooperação pragmática construiu a base material das relações bilaterais”.

Refira-se que a China é, desde há muito, o maior investidor no Tajiquistão e um dos seus principais parceiros comerciais. Em 2023, o volume do comércio bilateral China-Tajiquistão aproximou-se dos 4 mil milhões de dólares americanos, atingindo um novo recorde.

Durante esta visita, a China confirmou que irá aumentar a importação de produtos tajiques, bem como aprofundar a cooperação no que respeita aos recursos minerais e na agricultura. Irá também apoiar o desenvolvimento de energias alternativas, da economia digital, da inteligência artificial e do comércio eletrónico, entre outros setores.

Os dois países decidiram igualmente o estabelecimento recíproco de centros culturais e o apoio a intercâmbios nos domínios da juventude e da comunicação social, entre outros.

Segundo os responsáveis dos dois países, “todas estas medidas vão consolidar a base dos laços bilaterais e assegurar que as próximas gerações lhes darão continuidade”.

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